—Tanto poude o amor!
—A mola do mundo, Frei Thomasio, é a mulher. Não ha um burel aqui dentro que não seja trazido por uma dellas. E em tudo, como dizem corriqueira e profanamente os francêses, chercher la femme... Por ventura não professaste como os outros?
—Sem tirar nem pôr na cauza.
—Sempre assim.
—Mas, tu procuraste o claustro como um eleito do amor que te distinguiu entre os outros homens e te elegeu o seu preferido.
—Ah! por certo.
—Quem me déra!{130}
—E que te faltou, Frei Thomasio?
—Justamente o amor.
—Intrigas-me de véras.