—Pensei sempre que valhesse mais do que todos os outros teus amantes. Vejo, entretanto, agora, que um existe mais poderoso ainda do que todos nós reunidos...
—Vale a pena a descuberta.
—Desmente-me, pois. Não tens um amante que preferes ao Consul, um amante deante do qual te esqueces mesmo de mim?
—Dizes-me coisas extraordinarias...
—Contesta a existencia desse outro amante omnipoderoso, que motiva teres-me deixado no exilio deste divan, na semi-obscuridão de teu camarim...
—Não és amavel.
—De mais em mais se confirma o que te digo: nem tens animo, por causa delle mesmo, para contestares o que te affirmo de um modo tão categorico... Digo-te centos de coisas e nada te abstrai desse amante unico...
—Agora, sim! Dei um ultimo retoque nos meus preparativos de scena... Que te pareço de maillot?{143}
—Não trato disto. Refiro-me ao teu poderoso amante.
—O Consul?