—O Miranda é bom homem, coitado! tem lá as suas fumaças de grandeza, mas não o podemos criminar ... são coisas pegadas da mulher; no emtanto acho-o com boas disposições a seu respeito ... e, se você souber leval-o, apanha-lhe a filha...
—Ella talvez não queira...
—Qual o que! Pois uma menina d'aquellas, criada a obedecer aos pais, sabe lá o que é não querer? Tenha você uma pessoa, de intimidade com a familia, que de dentro empurre o negocio e verá se consegue ou não! Eu, por exemplo!
—Ah! se você se mettesse n'isso, que duvida! Dizem que o Miranda só faz o que você quer...
—Dizem com razão.
—E você está resolvido a...?
—A protegel-o?... Sim, de certo: n'este mundo estamos nós para servir uns aos outros!... apenas, como não sou rico...
—Ah! Isso é dos livros! Arranje-me você o negocio e não se arrependerá...
—Conforme, conforme...
—Creio que não me suppõe um velhaco!...