Firmo levantou-se de improviso e cambaleou para o lado da sahida.
—Espera! rosnou o outro, detendo-o. Se queres vou comtigo; mas é preciso ir com geito, porque, se ella nos bispa, foge!
O mulato não fez caso d'esta observação e sabio a esbarrar-se por todas as mezas. Pataca alcançou-o já na rua e passou-lhe o braço na cintura, amigavelmente.
—Vamos de vagar... disse; senão o passaro se arisca!
A praia estava deserta. Cahia um chuvisco. Ventos frios sopravam do mar. O ceu era um fundo negro, de uma só tinta; do lado opposto da bahia os lampeões pareciam surgir d'agoa, como algas de fogo, mergulhando bem fundo as suas tremulas raizes luminosas.
—Onde está ella? perguntou o Firmo, sem se aguentar nas pernas.
—Ali mais adiante, perto da pedreira. Caminha, que has de ver!
E continuaram a andar para as bandas do hospicio. Mas dois vultos surdiram da treva; o Pataca reconheceu-os e abraçou-se de improviso ao mulato.
—Segurem-lhe as pernas! gritou para os outros.
Os dois vultos, pondo o cacete entre os dentes, apoderaram-se de Firmo, que bracejava seguro pelo tronco.