Ella estranhou o modo pelo qual batiam. Não era natural que o facinora procedesse com tanta prudencia. Ergueu-se, foi á janella, abrio uma das folhas e espreitou pelas rotulas.

—Quem está ahi?... perguntou á meia voz.

—Sou eu ... disse Jeronymo, chegando-se.

Reconheceu-o logo e correu a abrir.

—Como?! É você, Jeromo?

—Schit! fez elle, pondo o dedo na bocca. Falla baixo. Rita começou a tremer: no olhar do portuguez, nas suas mãos encardidas de sangue, no seu todo de homem ebrio, encharcado e sujo, havia uma terrivel expressão de crime.

—D'onde vens tu?... segredou ella.

—De cuidar da nossa vida... Ahi tens a navalha com que fui ferido!

E atirou-lhe sobre a meza a navalha de Firmo, que a mulata conhecia como as palmas da mão.

—E elle?