—Vamos d'aqui! gritou a portugueza, travando da filha pelo braço. Maldita a hora em que vim cá!
E as duas, mãe e filha, desappareceram; emquanto Jeronymo, passeiando de um para outro lado, monologava, furioso sob a fermentação do vinho.
Rita não se mettêra na contenda, nem se mostrára a favor de nenhuma das partes. «O homem, se quizesse voltar para junto da mulher, que voltasse! Ella não o prenderia, porque amor não era obrigado!»
Depois de fallar só por muito espaço, o cavouqueiro atirou-se a uma cadeira, despejou sombrio dois dedos de laranginha n'um copo e bebeu-os de um trago.
—Arre! Assim tambem não!
A mulata então approximou-se d'elle, por detraz; segurou-lhe a cabeça entre as mãos e beijou-o na bocca, arredando com os labios a espessura dos bigodes.
Jeronymo voltou-se para a amante, tomou-a pelos quadris e assentou-a em cheio sobre as suas coxas.
—Não te rales, meu bem! disse ella, affagando-lhe os cabellos. Já passou!
—Tens razão! besta fui eu em deixal-a pôr pé cá dentro de casa!
E abraçaram-se com impeto, como se o breve tempo roubado pelas visitas fosse uma interrupção nos seus amores.