A Leocadia explicou logo que a mulata estava com certeza de pandega com o Firmo.
—Que Firmo? interrogou Augusta.
—Aquelle cabravasco que se mettia ás vezes ahi com ella. Diz que é torneiro.
—Ella mudou-se? perguntou o pequeno.
—Não, disse a Machona; o quarto está fechado, mas a mulata tem coisas lá. Você o que queria?
—Vinha buscar uma roupa que está com ella.
—Não sei, filho, pergunta na venda ao João Romão, que talvez te possa dizer alguma coisa.
—Ali?
—Sim, pequeno, n'aquella porta, onde a preta do taboleiro está vendendo! Ó diabo! olha que pizas a boneca de anil! Já se vio que sorte? Parece que não vê onde piza este raio de criança!
E, notando que o filho, o Agostinho, se approximava para tomar o logar do outro que já se ia:—Sahe d'ahi, tu tambem, peste! Já principias na reinação de todos os dias? Vem para cá, que levas! Mas, é verdade, que fazes tu que não vaes regar a horta do Commendador?