Foi um nojo geral.
—Porco! gritou Rita, arredando-se.
—Pois se o bruto quer socar tudo ao mesmo tempo! disse Porfiro. Parece que nunca vio comida, este animal!
E notando que elle continuava ainda mais sofrego por ter perdido um instante:—Espera um pouco, lobo! Que diabo! A comida não foge! Ha muito ahi com que te fartares por uma vez! Com effeito!
—Beba agoa, tio Liborio! aconselhou Augusta.
E, boa, foi buscar um copo d'agoa e levou-lh'o á boca.
O velho bebeu, sem despregar os olhos do prato.
—Arre diabo! resmungou Porfiro, cuspindo para o lado. Este é mesmo capaz de comer-nos a todos nós, sem achar espinhas!
Albino, esse, coitado! é que não comia quasi nada e o pouco que conseguia metter no estomago fazia-lhe mal. Rita, para bulir com elle, disse que semelhante fastio era gravidez com certeza.
—Você já começa, hein?... balbuciou o pobre moço, esgueirando-se com a sua chicara de café.