—Mas sentes-te mal?...
—Ó mulher! vae fazer o que te disse e ao depois então darás á lingoa!
—Valha-me a Virgem! Não sei se haverá chá preto na venda!
E ella sahio, afflicta. Qualquer novidade no marido, por menor que fosse, punha-a doida, «Pois um homem rijo, que nunca cahia doente? Seria a febre amarella?...» Jesus, Santo Filho de Maria, que nem pensar n'isso era bom! Credo!
A noticia espalhou-se logo ali entre as lavadeiras.
—Foi da friage da noite, affirmou a Bruxa; e deu um pulo á casa do trabalhador para receitar.
O doente repellio-a, pedindo-lhe que o deixasse em paz; que elle do que precisava era de dormir. Mas não o conseguio: atraz da Bruxa correu a segunda mulher, e a terceira, e a quarta; e, afinal, fez-se durante muito tempo em sua casa um entrar e sahir de saias. Jeronymo perdeu a paciencia e ia protestar brutalmente contra semelhante invasão, quando, pelo cheiro, sentio que a Rita se approximava tambem.
—Ah!
E desfranzio-se-lhe o rosto.
—Bons dias! Então que é isso, vizinho? Você cahio doente com a minha chegada? Se tal soubéra não vinha!