—Mas que sentes tu, Jeromo?... Falla, homem! Não me dizes nada! Assim m'assustas... Que tens, diz'lo!

—Não cozas o chá. Vou tomar outra coisa...

—Não queres o chá? Mas é o remedio, filhinho de Deus!

—Já te disse que tomo oitra mezinha. Oh!

Piedade não insistio.

—Queres tu um escalda-pés?...

—Tomal-o tu!

Ella calou-se. Ia a dizer que nunca o vira assim tão aspero e secco, mas receiou importunal-o. «Era naturalmente a molestia que o punha resinguento.»

Jeronymo fechára os olhos, para a não ver, e ter-se-ia, se pudesse, fechado por dentro, para a não sentir. Ella, porém, coitada! fôra assentar-se á beira da cama, humilde e solicita, a suspirar, vivendo n'aquelle instante, pura e exclusivamente, para o seu homem, fazendo-se muito escrava d'elle, sem vontade propria, acompanhando-lhe os menores gestos com o olhar, inquieta, que nem um cão que, ao lado do dono, procura adivinhar-lhe as intenções.

—'Stá bem, filha, não vaes tratar do teu serviço?...