E, como a Marcianna lhe lançasse uma injuria mais fórte, ameaçando-o com o punho fechado, o taverneiro jurou que se ella insistisse com desaforos, a mandaria jogar lá fóra, junto com a filha, por um urbano.

—Vamos! Vamos! Volte cada uma para a sua obrigação, que eu não posso perder tempo!

—Ponha-nos então pr'a cá o homem! exigio a mulata velha.

—Venha o homem! acompanhou o côro.

—É preciso dar-lhe uma lição!

—O rapaz casa! disse o vendeiro com ar sisudo. Já lhe fallei... Está perfeitamente disposto! E, se não casar, a pequena terá o seu dote! Vão descansados; respondo por elle ou pelo dinheiro!

Estas palavras apaziguaram os animos; o grupo das lavadeiras afrouxou; João Romão recolheu-se: chamou de parte o Domingos e disse-lhe que não arredasse pé de casa antes de noite fechada.

—No mais ... acrescentou; póde tratar de vida nova! Nada o prende aqui. Estamos quites.

—Como? se o senhor ainda não me fez as contas?!...

—Contas? Que contas? O seu saldo não chega para pagar o dote da rapariga!...