—Oh! Noute em Teu Amor Silenciosa!
—Oh! Estrellas na Noute, Scintillantes,
Como Ideaes e Virginaes Amantes!…
—Oh! Memoria de Amor Religiosa!…
—Já Fui… uma Creança Pubescente
Que des'brocha em Amor Inconsciente
Como n'um Vago Sonho… Commovente
Desabrocha uma Rosa Olorescente
—A Adolescente… Casta e Curiosa!
—E já Fui… a Galante com Requinte
Para dar-me, Esquivando-me em Acinte
De P'rigos da Ventura Cyspresinte
—Sensitiva… Ao Brisar, do Sol Orinte…
—A Nubente… Temente e Desejosa!
—E já Fui… a Noivada pelo Amante,
A Cingida de Abraço Palpitante,
Anxe do Sacrificio Inebriante!
—A Flôr que Quebra o Gyneceu… Hiante,
—A Desvirgada… Grata e Dolorosa!
—Oh! Memoria de Amor Religiosa!
—Oh! Estrellas, na Noute, Scintillantes
Como Ideaes e Virginaes Amantes…
—Oh! Noute em Teu Amor… Silenciosa!
Já Fui… como a Senhora, sim, durante
Uns Tempos de Ventura Confortante
Nos Confortos de um Lar… Hoje Distante…
—Como Dista, da Noute, um Paço Encante…
Já Fui… uma Matrona Virtuosa!…
E já Fui… a Devota pelo Amor,
A Adulterin… que Trahe o seu Senhor!…
E a que sentiu Doer o Coração
Ao Fim de Tanta e Cada uma Vez
Por cada Intento só Colhêr Revez
Nas Esp'ranças da Sua Devoção!…
Oh! Noute! em Teu Amor Silenciosa!
Oh! Estrellas, na Noute, Scintillantes
Como Ideaes e Virginaes Amantes…
Oh! Memoria de Amor Religiosa!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .