—«Achei um pó insecticida para os afugentar...
—«Não poderei saber a receita?
—«Talvez precise... tem o merito que eu tinha lá...—ria com muita vontade.
—«Então diga.
—«É segredo entre a Maria Helena e eu, mas ao João digo, vá lá.
—«Obrigado pela confiança, vamos então a saber.
—«Fiz constar que vinha para aqui de mal com meu tio... Percebe?
—«Não, confesso que não percebo.
—«Pois não sabe que meu tio representa uma das maiores fortunas que habitam Lisboa? Pois bem, meu tio criou-me como filha e não tem mais parente nenhum. Quem é, pois, a sua presumida herdeira?... Bom, agora supponha que estou mal com esse tio, eu, que não tenho fortuna propria...