—«Nada, nada!...

—«Está doido—rematou o cura, ainda preoccupado com a belleza da Candida.


II

Era verdade. A Pillarsita havia uns tempos—depois d’uma pleurezia que a tivera entre a vida e a morte—puzera-se n’um esmorecimento de flôr que se estiola.

Não se queixava, que a doença não lhe pedia remedios nem desejos de melhorar—só os que ainda teem esperança de felicidade se apegam á vida e querem convencer-se de que o queixar-se lhes traz allivio.

A pequena, dantes tão alegre, d’uma vivacidade gárrula d’avesinha amorosa, entristecêra subitamente, e, taciturna, aborrecida, ninguem diria que era a mesma. De bondosa e tolerante que era, tornára-se impertinente e irritavel, como se os nervos lhe andassem desorientados sob a pressão d’um grande mal.

Essa mesma susceptibilidade morbida, que transformára a rapariga d’outr’ora, alegre, boa e egual, n’uma nevrotica, minada de desejos e caprichos que logo se convertiam em saciamentos de vontade doente, dava-lhe por vezes tambem dias de tanta meiguice e passividade que o seu espirito não parecia ter mais energia do que o d’uma criança recemnascida.