O Neves, ainda rapaz, entrou tossindo a sua asthma, magrizella, sem emprego certo, mas cheio sempre d’affazeres, muito prestavel e comprimentador para os grandes, risonho no seu ar de pobre diabo.
—«Vivam, meus senhores!
—«Adeus, Neves, então o que ha lá por fóra?
—«Não sei nada—respondeu sacudido, como se as phrases lhe sahissem aos pedaços, aos arrancos, da bocca embrulhada.
—«Dizem que a Pillarsita está doente. É verdade?—interrogou o cura.
—«Verdade, é; mas o meu primo disse-me hoje—não perdia occasião de referir-se ao parentesco que o engrandecia, com a grandeza do Vilhegas—que não era coisa para as afflicções dos paes. Noivo é elle e não vê motivo para tanta apoquentação.
—«Talvez não veja bem... disse entre dentes o pharmaceutico.
—«Que é lá isso, ó sô Domingos? Você parece que me traz quesilha desde que veio o meu primo. Olhe que eu não tenho nada com as suas zangas...
—«Quem diz isso? É que hãode ver muita coisa!... Eu cá sei!...
—«Sabe o quê? Diga aos amigos, desembuche.