—«Eu?!... Na minha idade, uma rapariga bonita, que hade querer luxos... Você vê-me algum t na testa?!

—«Não sei; ella é de fazer perder a cabeça... e você é rico... Sabe o que é ser rico? É ter tudo quanto se deseja. Se eu fosse rico como você, deixava crescer a corôa e ia até Roma para que me livrassem das ordens; depois casava com a pequena, olá se casava!...—estendia as pernas e cantarolava, esperando as cartas que o recebedor muito myope a custo despegava das mãos.

—«Hum! Ella hade pentear se para o primo.

—«O João, sim! Quer lá agora a Candida sem vintem e sem educação!...—acudiu o recebedor—Que isso lá, verdade, verdade, eu não quero nenhuma; sou casado, não ha que desconfiar, mas a Pillar é outra fazenda. É muito fina, muito boa, não se compara...

—«Pois sim, mas a Candida é uma mulher a valer! Depois, a Pillar está noiva do Vilhegas, não ha que pensar n’ella.

—«Casar?... Se não morrer primeiro, intrometteu-se o boticario.

—«Lá torna você, homem; olhe que já é mania!

—«Nan sei! Elle lá está de dentro, vê as duas; talvez se arrependesse e...

—«Calle-se ahi, homem de Deus, não diga barbarismos. Lá vem o Neves.