—«Olá! Então hoje por aqui?—cumprimentou expansivo o conselheiro.

—«Venho vê-lo.

—«Ámanhã não pode decerto, seu maganão!... Já sei que vem o visconde.

—«Não é por isso, é que ha dois dias que o não via...

—«Então não vae á estação?

—«Naturalmente não posso deixar d’ir. A viscondessa é d’uma amabilidade extrema para minha mulher; mal parece não ir, pelo menos eu, esperá-la.

—«Sim, a viscondessa é muito amavel e o visconde tem tanta influencia no ministerio da justiça!...

—«Eu não mendigo empenhos, senhor Conselheiro. Lá em cima conhecem bem a integridade do meu caracter e sabem que eu não me vendo por...

—«Quem falla em tal, meu caro! Isto era brincadeira. Tambem eu sou amigo do visconde, apesar de adversario politico; lá por Lisboa não se levam as coisas a sério como cá na Parvonia. Muito a sério, ninguem conhece tão bem como eu a sua honestidade e desinteresse, por isso desejaria vê-lo collocar na vaga que se vae dar com a aposentação do Dr. Saavedra.