—«Quando em pequena aqui vinha—dizia entretanto a Candida—nada me interessava como este quadro.
—«Porquê? Não é, apezar de bem feito, uma obra prima que merecesse a attenção de V. Ex.ᵃ
—«Não é isso, que eu pouco conheço de pintura para o apreciar como artista, era a historia do cavalleiro que me fazia scismar!
—«É uma historia romanesca, na verdade, uma lenda d’amôr que não admira que tivesse fallado á imaginação d’uma formosa criança como V. Ex.ᵃ era.
—«Não é certo que foi amado por uma rainha aquelle cavalleiro?
—«É certo! Amado por uma rainha que desprezou para casar com a menina que amava desde a infancia.
—«E por isso foi desterrado para este palacio, não é verdade? O que lhe era elle, sr. Visconde?
—«Meu decimo quinto avô e tambem da Maria Helena e da Josephina, porque descendemos todos do mesmo ramo.
—«Como o sr. Visconde deve ter orgulho em ser neto d’um homem que foi amado por uma rainha!