Christina já não precisava do seu nome, mais amplamente coberta com o do marido que a tomara como filha de pais incognitos, e a sua declaração extemporanea apenas lhe traria vergonha inutil e dissabores...

Não a fazia—era já tarde para isso.

Recostando-se ás almofadas que a Ama-Rita lhe ageitava na cadeira, sentiu-se agoniada, pediu agua, depois fechou os olhos, franziu frouxamente os labios descórados, e a cabeça tombou-lhe para o lado sem vida.{272}

—«Deixou de sofrer!—dizia a velha, soluçando alto, para a criada e para a mulher do quinteiro que chamara aflita na primeira impressão de inevitavel surpresa. E alisava-lhe os cabelos sobre a fronte, juntava-lhe as mãos numa atitude de prece. Deixou de sofrer, coitadinha! Toda, toda a vida—uma sacrificada!...{273}

INDICE

Pag.

[A Vinha 7]

[A Feiticeira 37]

[Diario duma criança 81]

[Sacrificada 181]