14.^a
Criar-se-á um segundo carátèr de—r—, para que cada um dos sons que ésta letra reprezenta, tenha o seu sinal privativo.
15.^a
Não se empréga—s—a reprezentar a articulação—ce—; substitue-se por—c—-, conservando neste a cedilha antes de—-a o u—, em quanto for precizo para evitar que se pronuncie—qe—.
16.^a
Não se empréga—c—a reprezentar a articulação—qe—; substitue-se por—q—.
Senhores, paréce á comissão que, embóra póssa não ser este, ao menos a alguns respeitos, o único módo de realizar a ortografia sónica, esse sistema déve ser considerado m[~u]ito aceitável; paréce-lhe que quem o ezaminar com atenção, o admitirá sem relutáncia. Entretanto convem que diga alguma couza em apoio das alteraçõis que póssão càuzar estranheza por qualquér motivo, ou parecer menos justificadas.
A respeito de vogais, entende que a sua reprezentação onomatópica, como propõi, não póde ser rejeitada em princípio; quando m[~u]ito poderá aver dúvida àcerca da ocazião de realizar uma ou outra das alteraçõis respètivas.
Não déve com tudo deixar de dizer algumas palavras a respeito das régras 12.^a e 13.^a, por motivo do seu m[~u]ito alcance; pois são inúmeras as palavras em que—e—reprezenta o som de—i—, e em que—o—reprezenta o som de—u—.
Todos reconhecerão que nos cazos em que—e—fás as vezes de—i—, acontéce que, se se quizésse dar-lhe o som de—e—surdo, a pronúncia éra forçada e dezagradável; dá-se-lhe pois o som de—i—, porque não póde ser de outro módo: escute-se a pronúncia, por ezemplo, de escrever espaço, escavacar esgotar, enfermo enjenho, área óleo, cabecear passear, e ficar-se-á cérto d'isso. A pronúncia reclama pois o—i—; e sucéde que a etimolojia o não repéle. Nos cazos como escrever escavacar cabecear, nada tem que ver a etimolojia, puzémos alí—e—-como podíamos pôr—i—; nos cazos como área óleo, é verdade que se ofende a etimolojia, sendo—e—substituído; mas nos de enfermo enjenho, etc., a substituição vinga a etimolojia ofendida, visto que o latim éra infirmus ingenium.