E pondo na cobiça freio duro,
E na ambição tambem que indignamente
Tomais mil vezes; e no torpe escuro
Vicio da tyrania infame, e urgente:
Porque essas honras vãs, e esse ouro puro,
Verdadeiro valor não dão á gente:
Melhor he merece-los sem os ter,
Que possui-los sem os merecer.[2]
Camões.
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A Nobreza só he verdadeira onde ha Virtude, sem a qual he vaidade:—Os
Viciosos não são verdadeiramente Nobres, e infamão a sua Nobreza.—
Rosto de formosura, e graça ornado,
Riqueza, geração, forças, e honra.
E todos os mais bens da vã fortuna,
Juntamente porás n'huma balança;
N'outra a Virtude subirá ás estrellas
A balança ligeira da fortuna:
Mas a grave e pezada da Virtude
Com o seu pezo aos abysmos decerá.
Diogo de Teive.
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Não he o Soberano, mas sim as Leis as que devem Reinar sobre os
Póvos.
Massillon.
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