N.º 146.—O Condemnado.—É, effectivamente, uma contrafacção. Basta que o meu presado Henrique Marques se dê ao incommodo de reflectir que em 1871 a casa Moré se achava ainda num periodo de relativa actividade e que nada tinha que ver com a loja de João Coutinho. Pelo mesmo motivo, applico esta observação ao numero immediato, (147).
N.º 174.—A Caveira da Martyr.—Da queima do 1.º volume—feita por motivos de consciencia,—salvaram-se uns quarenta exemplares, por se acharem deslocados nos depositos do editor. São esses os que teem sido vendidos. Não ha, nem houve reimpressão daquelle tomo. O editor recusou mesmo vender a propriedade da obra, quando traspassou a Pedro Correia a de todas as demais livros de Camillo, que havia adquirido. A nota de H. Marques é absolutamente injusta. Conheço o sr. Tavares Cardoso, o bastante para tomar a responsabilidade desta affirmativa, que o seu caracter me garante e abona.
N.º 176.—Curso de litteratura.—Numa das cartas publicadas no opusculo adiante descrito, sob n.º 289, acha-se, a breve trecho, uma curiosa e incisiva apreciação da parte dêste trabalho, redigida por Andrade Ferreira.
N.º 221.—Bohemia do Espirito.—O estudo sobre Luis de Camões tem, pelo menos, uma passagem, que se não lê nas impressões anteriores, e que se refere ao Sá de Miranda da sr.ª D. Carolina Michaëlis.
N.º 237.—Delictos da mocidade.—Além da edição especial que ficou apontada, ha uma outra, em papel Japão tambem, mas sem as letras capitaes a côres. Possue um exemplar o meu amigo dr. A. A. de Carvalho Monteiro.
N.º 263.—Amôr de perdição.—Fui eu quem traçou o plano da edição. Pertence-me a redação do prospecto e a escolha dos individuos que tiveram de escrever a parte critica. Camillo tinha em grande attenção o meu enthusiasmo por este admiravel livro, a que todavia antepunha o Romance de um homem rico e o Retrato de Ricardina. Dois ou tres dias depois de uma das muitas conversas que tivemos, sobre o thêma do Amôr de Perdição, vinha-me da residencia amiga de S. Miguel de Seide um exemplar da extraordinaria novella, com o seguinte envoi do notavel romancista:—"Para fazer chorar de novo Joaquim de Araujo—essa suprema expressão das almas boas, chorar. C. C. Branco". Henrique Marques cita um exemplar especial da 1.ª edição. Póde addicionar-lhe o que deve existir na Biblioteca particular de El-rei, o que foi presenteado a Fontes e o que recentemente adquiriu o meu amigo Joaquim Gomes de Macedo. Esta tiragem especial foi de 12 exemplares, com destino a brindes, que por então se effectuaram a individuos e sociedades de Portugal e do Brazil, sob indicativa de Camillo e de José Gomes Monteiro.
N.º 289.—Cartas de Camillo Castello Branco a Joaquim de Araujo. Entre os meus papeis, encontro mais a seguinte missiva de Camillo, bastante curiosa para a historia do n.º 189:
Meu amigo:
A tarefa de escrever o Perfil do Marquez de P. em 20 dias deixou-me o cerebro em lama. Vou ver se os ares de Braga e a ausencia de livros me restauram.
Anna Placido vae ler os seus versos. Conhece os que appareceram dispersos nas folhas. Diz ella que a linguagem dos poetas lhe está sendo hoje um dialecto oriental. Accrescenta que está muito velha, muito materialisada pela vida rural e pelas enormes tristezas da sua vida. Entretanto, as suas poesias alumiam escuridoens.