(*PARAPHRASE DO SONETO ANTECEDENTE*)
A Sorte só p'ra o fraco é dura ás vezes!
P'ra o forte, que a virtude e crença alenta,
P'ra esse não ha sortes nem revezes…
Porque após da bonança vem tormenta,
Porque a noite succede ao claro dia,
É força definhar em magoa lenta?
Não! que aos males, que gera a phantasia,
O sabio oppõe as intimas venturas
Da virtude e da fé que em si sentia.
Não chores mais, poeta, as amarguras
Que só os bens da terra vão comendo:
A consciencia é jardim onde as verduras
Mil perfumes p'ra o céo vão rescendendo.
XI
A SENDA DO CALVARIO
A SENDA DO CALVARIO
Ave, Christus!
Deixae, deixae passar o homem forte,
O ungido do Senhor;
Se a cruz que arrasta agora é cruz de morte
Tambem é cruz de amor!