Convulsa se agitava. Fascinada
Parecia recuar… e approximava-se!
E, n'um ultimo esfôrço, dando um salto
Enorme, por fugir—cahiu no centro
D'aquella Mão.
* * * * *
E os astros murmuravam
Aos sóes: «Certo que Deus a precipita!»
* * * * *
Mas a Mão não se abriu para lançal-a.
Os grandes dedos sobre a massa horrivel
Se fecharam. Pareciam, sobre o corpo
Tenebroso, que tinham apertado,
Cinco chagas de luz.
E consultaram.
* * * * *
Os cinco dedos entre si disseram: «Que havemos nós fazer a isto?» E todos Immoveis ali estavam.
E entre os dedos
D'onde—bem como um sapo entre os dois seios
De uma virgem—a Terra olhava o espaço,
Pareceram-lhe ao longe os grandes astros
Como pontinhos negros.
Um segundo
Roubado á eternidade é quanto basta,
Quer se seja morrão, quer seja estrella.