E Venus disse:—Eu vejo reluzir-lhe
Uma cicatriz de luz—é Amor!
E disse,
Então, o Sete-estrello:—Eu adoro-lhe
Como o sitio de um beijo do Eterno…
—É Immortalidade!
* * * * *
E o côro immenso
Abriu-se e deu logar á Terra escura,
De cuja face cinco grandes f'ridas
Gottejavam a luz—a Natureza,
Que tem de Deus a força; a Idéa, filha
Da immensidade d'elle; a Alma, eterna
Como seu sêr; o Amor, que é olhar d'elle;
E a Immortalidade luminosa,
Que é o berço onde n'elle repousámos.
* * * * *
…………………………………. …………………………………. …………………………………. E, agora, oh Terra! que és, entre mil rodas, Uma roda do carro—vae rolando E desprende, ao rodar por sobre o tempo, Tuas cinco faíscas prodigiosas, Pela estrada do Sêr—a Eternidade!
Bussaco, Outubro de 1863.