—Conta depressa.
—Uma frioleira! Chegamos, eu e outro, á porta; chamamos, e apparece-nos o porteiro, com a sua grande calva e o competente mólho de chaves na mão.
«—Que é o que querem? pergunta elle.
«—Essa não está má! o que havemos nós de querer senão entrar?
«—Você é casado ou solteiro? pergunta o velho ao meu camarada.
«—Casado, responde o tal sugeito.
«—N'esse caso póde entrar, que basta essa penitencia para um homem ganhar o ceu; e isto por maiores que sejam os peccados, que haja commettido.
«E o meu companheiro entrou lá para dentro.
«—Caspite! disse eu com os meus botões; se aquelle ganhou o ceu por se ter casado uma vez, com mais razão o devo eu ter ganho por me haver casado duas. E larguei atraz do meu companheiro.