A Ti, a quem, eu, sempre, em meus idyllios,
Sublimo, em phrases ternas…
Te dedico, eu, vergonha dos Virgilios!
Estas rimas modernas.

Para que, minha fama, inda hoje escura,
A tua boca espalhe,
Ao lel-as, no intervallo da leitura
Das obras de Terrail.

E as guardes na gaveta, onde costumas
Guardar os teus velinos…
Entre os frascos, essencias, mais as plumas,
E os novos figurinos.

Que possam occupar teus pensamentos
Meus lyricos ensaios!…
E, ó meu bem! lhes concedas os momentos
Que dás aos teus lacaios

E vejas quanto em mim é aviltante
O amor das fórmas tuas…
Que me faz baixo, vil e semelhante
Aos histriões das ruas.

A Ti, que com teu rir sempre me animas
A sagrar-te em meus motes,
Dedico eu estas modernas rimas
Para os teus… papelotes.

*HUMORISMO MYSTICO*

(Ao Dr. Thomaz de Carvalho)

Quando eu morrer, se acaso inda presares
Aquellas nossas digressões antigas
Ao verde campo, e as joviaes cantigas
Da aldeia inda apagar os teus pezares…

Se, acaso, inda a giesta, o rosmaninho,
A larangeira e o grande muro branco…
Te lembram… e te vaes sentar no banco
Ás tardes… junto ás tilias do caminho!…