Um horto todo d'abrolhos
Sem ti será meu futuro!—
Ah! não me larguem teus olhos
Por este caminho escuro!
*DUAS QUADRAS DE DIOGENES NO ALBUM DE LAIS*
Quando no meu o teu olhar se esquece,
A minha alma, mulher! é como um urso
Que dança pelas feiras, e obdece
Ao magro saltimbanco e ao seu discurso.
E os meus velhos desejos violentos
Soluçam—hystriões esfomeados!—
Como os gatos noturnos, friorentos,
Que miam lamentosos nos telhados.
*A CAMELIA NEGRA*
Por isso vos espera
O dia da vingança!
(Souza Caldas)
Como as urnas das rosas mal fechadas,
Cujos aromas boiam no poente,
Quando passas nossa alma aspira e sente
As sensações das ilhas ignoradas.
E o teu cabello, ó lubrica serpente!
Rescende todo a unguentos e a pomadas,
Como as mumias que habitam no Oriente,
Debaixo das pyramides sagradas.
Mas que te serve e val tanta fadiga,
Ó pó doirado e vão? e o mundo diga:—
Meu leito, meu pomar de sensações!!
Se o vento que hoje o teu sorrir perfuma
Na tua cruz soluçará:—Mais uma
Dos monstros maternaes das gérações!