O sr. Ernesto Loureiro, comprando o predio de S. Francisco de Paula, depois da sahida de Castilho em 1871, determinou edificar ahi um predio novo para sua habitação. A metade septentrional da casa velha foi arrazada, e n'esse sitio e em parte do jardim se levanta hoje um chalet. O sr. Loureiro, cujo fino espirito e cujo affectuoso coração se compraz no culto do passado, quiz respeitar a lapide posta pelo Poeta; mas sendo necessario removel-a, fel-o com cuidado, com carinho, com amor, e pôl-a com o cofre das cinzas n'outra parte do mesmo jardim, juntando-lhe um pedestal por accessorio, e o busto de Castilho. Tudo isso consta minuciosamente de um auto ali celebrado, e que se acha intercalado no logar respectivo das Memorias. O que praticou o sr. Ernesto Loureiro honra sobremodo o seu caracter.

[[1]] Carta ao Ex.mo Sr. Casal Ribeiro datada em 1 de Março de 1859, publicada pela Associação Promotora da Educação Popular.

[[2]] J. M. Latino Coelho: Biographia de A. F. de Castilho na Revista Comtemporanea.

[[3]] Cant. dos Cant., cap. II.

[[4]] Pode-se ler a interessante descripção do que resta d'esta casa tão religiosa como historica no formoso livro Bellezas de Coimbra, impresso n'aquella mesma cidade em 1831 pelo sr. Antonio Moniz Barreto Corte Real.

[[5]] Pode-se ver na Felicidade pela Agricultura o artigo intitulado—O Clero, e as Mulheres.