Pastoras são, que ao longe no arvoredo,
Vão para a aldea recolhendo em chusma
O tropel dos rebanhos misturados.
Cantão, porque he sazão de primavera,
E peito de mulher, como avezinha,
Desfaz-se em canto e amor em vendo flores:
Cantão, porque de um dia assim formoso
Serão formoso as toma, e o fuso leve
Que andou por solidões um dia inteiro,
Vai girar no conchego da fogueira;