Doirão-te a escuridão, compõem-te um mundo,

Em silencio te admiro ha longo tempo;

E até (que fui tão louco) ouzei co’as tuas

Minhas fôrças medir, tentar-te a gloria.

Não somos nós irmãos, me disse eu mesmo?

Não corremos iguaes no longo estudo?

Pois ha de a lira d’elle ousar prodigios,

Sem que, para a imitar, desperte a minha?

Mas que vale o dezejo, o sangue, o estudo!

Tu sabes remontar-te aos ceos n’um vôo: