Coitado de quem he como eu menina,
Que se manda esperar por primaveras!
Que podia eu fazer? queixei-me ás Ninfas.
Hontem, ja pôsto o sol, quando erão horas
De logo vir Glicera, a presumida,
Que furta e vai cantando; ajoelhei-me
Co’as mãos póstas por entre as minhas flôres.
E disse: “Como as arvores tem ninfas,
Que lhes morão la dentro e as aviventão,
Ha ninfazinhas a velar nas flores.