Nua jaz á vergonha, ao vento, á neve.

Seu tanto desamparo he mágoa aos filhos:

Mas para dar-lhe a mão, torna-la a Nume,

Poder, qual em ti ha, não ha nos homens:

Do fundo do teu lodo a ti só chama,

Ai, leve-te algum vento as queixas d’ella!

As torrentes sem freio divagando

Contra marmóreas pontes indignadas,

Investem, chocão, despedação, rojão

Ruinas em montoẽs aos fundos mares.