Lindos filhos do ar, ternos cantores,

Que innocentes voais pelas florestas,

Nos prazeres, no Amor gastando a vida,

Filhos do ceo, modelos, que adorâmos,

Não temais habitar nos campos nossos.

Se o açor, se o falcão por estes sítios

Passar alguma vez, vinde, eu vos peço,

Vinde-vos esconder em nossos lares,

De vossa timidez sacra guarida:

Se nos virdes passar nos sitios, onde