Coberto de suor, chêo de espuma,

Co’a fronte baixa, sem mugir ao menos,

Queimado pelo sol, até soffria

Duro, ferreo aguilhão se fraquejava!

Qual ouzaria ensanguentar a dextra

Na mansa ovelha, da innocencia imagem;

Que incapaz de offender, nunca rebelde

Aos brados do pastor, seu proprio leite

Entre seus filhos e elle repartia,

E até para cobri-lo as lãs lhe dava!