Somos frugaes, e simplices; e basta
Olhar-nos para ver nossa virtude.
Sim: que a lavrada seda, o oiro, as telas,
E dos insanos cortezãos a pompa
Não nos ha de cubrir. No inverno algente,
Contra os rigores da estação nublosa
Usaremos da lã que nos revista,
Sem que do artista a dextra insultadora
Lhe desfigure a côr, lhe mude o aspéto:
Se no outono reinar do inverno o frio