A lira e cornucopia aos dois nos furta,

Das-me dormir co’a fronte no teu seio,

D’onde me vem coando uns sonhos leves,

Todos teus, todos candidos, na fórma

De flores, de aves, de amorinhos, de auras.

Assim, me queres teu até no sono!

E porque sombras más o não perturbem,

Mo ficas a velar á luz dos astros,

O semblante pacífico ao sereno,

Os olhos no ceo da alva, e o peito amores.