Não será unicamente a cor vermelha de tua purpura que hade manchar-Te a mão, quando a Affastares de sobre a cabeça daquelle que vem pedir-Te abrigo.
Não hade unicamente ser a caveira de Teu Pai, que apertando-Te as fontes quando Te Esqueceres do que a Portugal Deves, Te poderá fazer insupportavel o peso dessa Corôa, não sustentada por mão de amigo, mas encravada na Tua cabeça pelas patas do Leopardo e do Leão, e pelos esporões do gallo.
E, como antes que S. Pedro negasse o Divino Mestre, o Gallo cantará tres vezes.—
Rainha de Portugal, porque Te Degradaste abrindo Tu mesma as portas do teu
Reino para ser invadido?
Rainha dos Portuguezes, porque os não Governaste conforme os seus recursos e as suas necessidades, para que a fome os não matasse, e a paz lhes desse prosperidade?
Rainha pelos Portuguezes, porque não Quiseste firmar todo o Teu poder nesse amor dos Portuguezes, que por Ti abriram suas veias e os seus cofres?
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Tu não Quiseste ficar inviolavel; mas os Teus subditos são Portuguezes, leaes, e cavalheiros; e Tu para elles ainda És sagrada!
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Mata-os, mas não os aviltes.