*VIII*
Saiam já de nossa terra os Estrangeiros armados! E onde quer que elles tenham arvorado o seu estandarte, erga-se para memoria dessa affronta uma alta cruz, e diga-se:
Aqui jaz Portugal, que a seus filhos, não tendo já nome que deixar, legou —Vingança— porêm vingança nobre: a de haverem de amarem-se para engrandecer-se, para se regenerar.
IX
Rainha!
Manda o Teu sceptro de ferro para os Teus arsenaes.
Ve-lo-Has transformado em espadas, ancoras, pelouros, e arados.
E os pulsos dos Teus Portuguezes, ainda magoados das algemas que lhes Lançaste, Verás como ganham vigor para defender-Te, e para humildes servir-Te.
Humildes por amor!
Para leval-os ao combate, e depois do combate a seu trabalho, Toma Tu uma leve canna, como Teus Avós fizeram, e Vae, risonha, nobre e compassiva, ante elles, que são Teus filhos.