¡Oh! ¡meu abençoado Parlamento de lavradores! Semelhante ao enxame industrioso, vós fabricareis sem estrondo, do que ha mais bello e amavel sobre a terra: para ella o oiro liquido e medicinal do mel, para o Ceo os santos lumes dos altares.
Como vós, todos nós gosaremos da doçura que houverdes preparado; só os zangãos vos odiarão. A vossa Rainha, no cimo da colmeia, feliz e abençoada, não terá inveja aos maiores Soberanos.
¡Oh! ¡podesse Ella, entre os seus innocentes e maternaes sonhos de ante-manhan, perceber, levados por algum Genio de amor, uns eccos sequer d’estes nossos votos!
O seu entendimento avaliaria quanto ha de intrinzeca bondade, e de affecto aos homens, e de devoção para com Ella mesma, n’estes votos de Portuguez.
A felicidade de um Povo, e a de quem o rege, são uma e indivisivel.
Novembro de 1848.
NOTAS DE RODAPÉ:
[3] Castilho começa aqui a datar o aprendizado constitucional desde a revolução de 1820.
Os editores.