Até aqui são axiomas. Qualquer entendimento os percebe.
D’aqui para diante pertence aos Estadistas, mas aos Estadistas sinceros, philosophos, e humanos, propôr:
primeiro, o modo de fazer a suppressão, sem expôr a contingencias funestas;
depois, o modo de organisar, mais efficaz e menos dispendiosamente, a necessaria força publica.
Nós, que não somos Estadistas, só poucas palavras nos permittiremos sobre estes dois assumptos.
A abolição do Exercito seria recebida pela grandissima maioria d’elle com alvoroço, ou muito nos enganamos.
A soldadesca, se a consultassem, approvaria talvez unanime. Ao subir d’ella para a officialidade, é que haviam de principiar as repugnancias, crescendo tanto mais, quanto mais se fosse pelos postos a subir. Era logo licenciar a soldadesca toda, e da officialidade quantos o desejassem. Os restantes empregar-se-hiam, ou nos serviços, ainda militares, de que logo falaremos, ou em outros quaesquer, em que, segundo suas habilitações, o Governo entendesse aproveital-os. As vacaturas, por morte ou outras causas, diminuiriam de mez para mez este resto de onus, ainda grande para o Thesoiro; até que em poucos annos haveria cessado totalmente.
Os soldados sôltos das Bandeiras seriam preferidos, em egualdade de circumstancias, para mil pequenos empregos da republica: policia municipal, guardas de barreira e de alfandegas, correios, serviço inferior de tribunaes e estações publicas, trabalho braçal nas officinas nacionaes e nas dos contratos que a Nação arrenda, tráfego nas quintas exemplares e experimentaes, tripulação e mais officios na Marinha, de que alguma parte sempre ficaria provavelmente subsistindo.