seus extasis, seus ais, seus gostos, seu orar.
Sim, Genio da montanha, Archanjo de poesia:
eu creio em ti; eu creio em que alma ingenua, pia,
póde ouvir de tua harpa a casta melodia,
e abrazar-se de amor e endoidecer por ti;
sim; mas eu, frivolo, profano,
á solidão extranho, affeito ao mundo insano,
¿que hei-de esperar? ¿que tenho aqui?
Toda a minh'alma se entristece,
e se confrange, e se ennoitece,
ao ver que a sorte lhe destece
de um sopro os aureos sonhos seus.
Sonhava applausos, gloria... ¡em desterro desperto!
sonhava mundo... ¡acho um deserto!
sonhava inda illusões... ¡e escuto-lhes o adeus!
Náufrago, perco a lyra em meio da viagem.
¡Desço vivo ao sepulcro! ¡Em ti, fatal paragem,
quem me resurgirá? Dos montes a linguagem...
oiço... escuto... medito... e em vão quero entender