é como uns sons de ignota fala;

qual ás penhas o mar, me inunda e me resvala,

sem me abalar, nem me embeber.

¡Oh! ¿á minh'alma taciturna
que importa, ó montanha soturna,
que de perfumes sejas urna
da terra erguida sobre o altar?

¿que o ceo te ria azul, mais amplo e mais de perto,

que o sol doirado, ao teu deserto

mais cedo suba, e á tarde o desça com pesar?

Vir mais tardia a noite, a aurora vir mais cedo,
¿que me aproveita? Inerte entre o immovel fraguedo,
só ouvindo os tufões e os corvos no arvoredo,
bramirei:—«¡Cresce o tempo! ¡oh! ¡supplicio cruel!

¡são mais pesares, mais saudades,

mais estro a arder em vão, mais visões de cidades,