¿Na Grecia? Mas o Grego inda hoje conta
que foste invicta clava em mão de Alcides;
vê-te, suspira, bate o chão raivando
de achar-se escravo, e de não ter-lhe as forças.
¿Na Grecia? Mas o Grego inda hoje conta
do arvoredo Dodónio as mil respostas,
o passado e o porvir patente a todos,
e o livro do destino aberto ao mundo.
*
¿Na Ausónia? Mas Cybelle amou teus ramos;
Roma os sagrou a Jove; e, fulminada,
eras tremendo agoiro a todo o Imperio.
¿Em Roma? ¿E a c'rôa civica?
*
¿Nos campos?
¿E Phílémon, o justo, o caro aos deuses?
*
¿Nas Gallias? em seus barbaros oiteiros
tu, só, eras o altar, o deus, e o templo.
*
¿Na Caledonia, em Morven, junto aos lagos,
sobre os cumes, á beira das torrentes?
Lá tu viste Tremnor, Fingal, e os bravos,
reunidos na vespera do sangue
em nocturno festim que allumiavas,
quando na harpa dos bardos reviviam
os feitos dos heroes do antigo tempo.