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¡Salve, eleito Israel! Eis-nos em campos
de Sichem. Vejo os principes e os velhos,
os juizes, as tribus, apinhar-se
em torno ao tabernáculo de Sila.
Por cima d'este mar ondeado e vivo
reina de praia em praia alto silencio.
Sublime como o cedro do deserto,
se levanta Josué, braço do Eterno,
em nome do Senhor, que o manda e inspira;
os favores do Ceo recorda ao povo;
renasce a Fé; os idolos se arrazam;
—«¡Gloria ao Deus de Israel!—vozeia a turba—
¡ao Deus dos nossos paes, dos nossos netos!
—Erga-se um monumento,—exclama o chefe—
que, se infieis um dia os esquecerdes,
vos envergonhe, e acorde os votos de hoje.»
E a monumento põe no logar santo
enorme pedra á sombra de um carvalho,
que abrigava co'a copa o santuário.[7]
Despede o Povo, e em paz contente expira;
em paz, que já não vê perjúrios novos.

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Escrava de Madian a plebe expia,
na miseria e no opprobrio, os males torpes
que fez ante o Senhor. Mas inda existe
um justo, a quem Deus fie o libertal-a:
é Gedeão, é o Josué segundo.[8]
Este, em quanto seu pae lança aos caminhos
medroso olhar á espera do inimigo

para fugir com elle, ajunta á pressa
o trigo que limpou.

Vê de repente

um Anjo, que debaixo do carvalho
se assenta, e lhe repete a lei do Eterno.
Esse mesmo carvalho é testemunha
da belleza do alado mensageiro,
da voz de salvação mandada ao Povo,
e do holocausto acceito e posto em cinzas,
e do altar, a quem Paz foi dada em nome.

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E este, que tão frondoso opáca os valles,
¿por que o rodeia um bando taciturno
dos fortes de Galaad? as suas armas
jazem quebradas; sua dor vai funda;
dos olhos tristes para o ceo voltados
pelo rosto amarello lhes escorre
grosso pranto, que alaga as f'ridas frescas.
Choram Saul, e a régia descendencia,
que mortos no combate aqui descançam.
Para o Monarcha agigantado e invicto
nenhuma estátua se erguerá na campa.
Sua columna e funebre palacio
preparou-lh'os com tempo a Natureza:
o tronco, rei da selva, o está cobrindo.

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