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Prostrada aos pés da Cruz, ante a caveira,
jaz solitaria a Egypcia. Rios descem
de olhos lindos, que os ceos fitar não ousam,

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¿Tão nova, e isenta? ¡Oh! não; mudou de amores.
Dos primeiros só guarda a dor e as penas;
mas os novos, os ultimos, protesta
conserval-os em vida, e em morte havel-os.

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Té aqui, pela alma escura só lhe ardiam
relampagos dispersos; derretido
raio dos Ceos lhe côa pelas veias.

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Brilhou no mundo como a flor de um dia.
Os soes vivos, os ventos importunos,
lhe ameaçavam fim; ruins borboletas
captivas da belleza iam murchal-a.
Imprevisto invisivel jardineiro
a tempo a salva, e a transplantou no ermo.

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No mundo, sobre o abysmo, hontem folgava
impróvida e leviana; hoje pranteia
na solidão, mas sob um Ceo que a espera.
As cidades, em que ídolo brilhára,
inda a chamam em vão, e em vão a aguardam.
De um lustro que a houveram, ¡quantos lustros
lhe volveram saudade!

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