E assim elle está gemente,
O meu pobre coração,
Á espera de que mais beijos
O estanquem e ponham são!
IX
Deixa-me num fragil barco
Nas vagas de iroso mar,
Uma vez que nellas ouça,
Mesmo ao longe, o teu cantar!
Lancem-me na horrenda chamma
Da cratera d'um vulcão,
Uma vez que assim o indique
Tua nivea, linda mão!
O morrer por ti é vida;
Que importa viver sem ti?…
Nem sequer um ai sonhaste,
Quando em tantos me exhaurí!
X
Qual viajante nos desertos,
Que nunca a sêde perdeu,
Encontrar em vão procuro
Amor que se iguale ao meu!
XI
Dize que seja ao sol-pôsto
Que me devem enterrar,
Para do sol e das aves
A despedida aceitar.
Quero guardar bem guardados
Esses mimos de ternura,
E dar-t'os quando gelada
Baixares á sepultura.