XII
Em horas tristes minh'alma
Vae ao encontro da tua,
Qual nocturno caminhante
Ancioso da luz da lua.
E fico não sei que tempos
A teu lado, sem saber
Se nessa vida é que existo,
Se na que torno a volver!
XIII
O que fôr da nossa indole
Não se pode anniquilar;
Digam ás rôlas que matem,
Aos lobos que vão rolar…
Consegue-se por semanas
Á inexperiencia mentir,
Mas, ou mais cedo, ou mais tarde,
Bom, ou mau, tem de surgir.
XIV
Tlim, tlim, tlim, tlim, tlim!—Quem bate?
—«O Amor.»—Que pretende?—«Entrar.»
—Vá-se embora!—«Então é gelo
O que a tantos vae queimar?…»
XV
Ai Coimbra, ó minha terra,
Não me encantas! salgueiral,
Estas veias do Mondego,
Tempos idos, nada val'…