Gyra no espaço e se equilibra a terra.

Tudo se muda, tudo se transforma;

O espirito, porêm, como centelha,

Que vai lavrando solapada e occulta,

Até que emfim se torna incendio e chammas,

Quando rompe os andrajos morredouros,

Mais claro brilha, e aos céos comsigo arrasta

Quanto sentio, quanto soffreu na terra.

Tudo se muda aqui! sómente o affecto,

Que se gera e se nutre em almas grandes,