Alma do céo nascida entre amargores,
Como flôr entre espinhos!—tu, que passas,
Não perguntes quem foi.—Nuvem risonha,
Que um instante correu no mar da vida;
Romper da aurora que não teve occaso,
Realidade no céo, na terra um sonho!
Fresca rosa nas ondas da existencia,
Levada á plaga eterna do infinito,
Como off’renda de amor ao Deos que o rege;
Não perguntes quem foi, não chores: passa.